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Linha Toxicodependência

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Linha Toxicodependência

11
Set07

Heroína

linhatoxicodependencia
Deriva dum tipo especial de Papoila (Papaver Somniferum), que é principalmente cultivada no Médio Oriente, Ásia e América do Sul.

Quando adquirida na rua, normalmente está misturada com várias impurezas – produtos de corte - que precipitam muitas vezes a morte (erradamente diagnosticada como “overdose”).

Quem consome?

Embora habitualmente surja no processo de escalada iniciado pelo consumo de haxixe, já se registam hoje em dia dependentes que a utilizam como sua primeira droga.

Como se apresenta?

No seu estado puro é um pó branco, mas normalmente apresenta-se em tons acastanhados devido à cafeína que habitualmente contém (“brown sugar”). Em Portugal, apresenta, em regra, um índice de pureza de apenas 7%.

Como é consumida?

Normalmente é fumada com o auxílio duma prata (habitualmente retirada de um maço de tabaco) e aquecida com a ajuda de um isqueiro, que vai “caramelizar” o pó colocado em cima, do qual se libertam “vapores” que são aspirados pela boca, com a ajuda de uma nota. (“chinesa”).

Razões de ordem económica, normalmente “empurram” o utilizador para a forma injectável (“chuto”), pois assim todo a substância é aproveitada.

Por último, pode também ser fumada, misturando-a com tabaco.

Quanto custa?

Entre 50 a 100 euros por grama, mas se for só "pó de talco" pode custar 30 euros.

Efeitos

Provoca uma euforia pacífica, ou seja, um desprendimento saboroso e irrealista da realidade. Tira a ansiedade, a tristeza e a dor, ou não tivesse ela morfina na sua composição.

É por isso considerada a droga-rainha entre as outras.

Dependência

É responsável por forte dependência física e psicológica.

A ressaca (conjunto de sinais e sintomas que se apoderam de quem interrompe abruptamente o seu consumo – câimbras musculares, vómitos, diarreia, pingo no nariz, arrepios, ansiedade extrema, tristeza e insónia) é dificilmente suportável e normalmente precipita novo consumo.

A heroína é responsável também pelo fenómeno da “tolerância” – necessidade de aumentar as doses para ir buscar os efeitos anteriores.

Consequências do abuso
  • O seu consumo é responsável pelos quadros de maior miséria afectiva e moral, obrigando o utilizador a um “autismo” que, por um lado, “o salva da chatice que é ter de crescer”, mas que o obriga, por outro, a pagar uma “factura” demasiado pesada para valer a pena, pela dedicação exclusiva ou verdadeira escravização a que obriga.

  • É a droga responsável pelo maior número de “overdoses” em Portugal, acontecendo a morte habitualmente por depressão do centro respiratório.

  • Risco de overdose. Apesar de poder acontecer com qualquer via de consumo, tem maior probabilidade de acontecer quando injectada.

  • Pelo facto de ser esta a via a maior parte das vezes escolhida, tem ocasionado um número crescente de casos de Hepatites B e C e SIDA.

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