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Linha Toxicodependência

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Linha Toxicodependência

05
Set07

Drogas, pais e filhos: atitudes básicas

linhatoxicodependencia
Como na origem dos problemas de infância que poderão conduzir à droga a atitude dos pais, ou de quem exerça esse papel, é de primordial importância, há 13 atitudes básicas que deveriam ser tomadas em linha de conta (1).
  • Os pais deveriam dar às crianças um sentimento de segurança.
  • A criança foi feita para sentir que é amada e desejada.
  • O medo e o castigo devem ser evitados tanto quanto possível.
  • Deveria ser dada à criança a possibilidade de aprender a ser independente e responsável.
  • Os pais deverão aparentar calma e ser tolerantes, não se mostrando chocados, quando as crianças derem evidência de instintos “selvagens” próprios da sua condição humana.
  • Os pais deveriam ser tão firmes e consistentes quanto possível, de forma a evitar, na criança, a confusão e o aparecimento de atitudes contraditórias.
  • É pouco prudente fazer com que uma criança se sinta inferior.
  • É imprudente forçar uma criança para além das suas capacidades.
  • Os sentimentos e os desejos da criança deveriam ser respeitados, mesmo se não estiverem exactamente de acordo com os desejos dos pais. Á criança deveria ser permitida a satisfação dos seus desejos, dentro, claro está, dos limites do razoável.
  • Todas as perguntas que as crianças façam devem ter uma resposta franca e honesta, que não ultrapasse a sua capacidade de compreensão.
  • Os pais deveriam mostrar apreciação e interesse em relação às coisas que os seus filhos estejam a fazer, mesmo que pelos padrões deles, elas não sejam interessantes ou importantes.
  • Mesmo que as crianças tenham dificuldades ou problemas, elas deverão sempre ser tratadas, tanto quanto possível, como se fossem normais e saudáveis.
  • É preferível educar os filhos com o objectivo do crescimento, desenvolvimento e do melhoramento, do que com o objectivo da perfeição.
(1) Maurice Levine

Se os pais criarem a ilusão de que saberão pôr em prática todos estes ensinamentos, ficarão inevitavelmente desiludidos por terem criado esse ideal impossível de perfeição. Não é isso que se pretende.

O que se passa é que, muito frequentemente, as atitudes assumidas pelos adultos são desfavoráveis ao saudável e feliz desenvolvimento da criança, tendo como resultado toda uma variedade de situações que se poderão desenvolver depois, como a utilização das drogas, como refúgio (virtual) para o seu mal-estar.

Na perspectiva da Elsa (nome fictício), ex-toxicodependente, os pais deverão:
  • Não aceitar a “benignidade“ das drogas “leves”, ajudando-os a compreender que as mesmas são frequentemente causadoras da “ingressão” nas drogas “pesadas”.
  • Não passar a ser polícias – o uso das drogas não se resolve com tensão e ansiedade.
  • Não se envergonharem por terem um filho “drogado”. Devem falar com ele, pedir ajuda a pais na mesma situação e/ou a especialistas.
  • Procurar ajudar o filho em vez de lhe atirar à cara as asneiras que anda a fazer, tomando consciência que tão cedo as asneiras não vão acabar.
  • Aceitar que, ainda que inconscientemente, são eles pais que sustentam o vício dos seus filhos, facilitando-lhes a vida.
  • Não acusar, mesmo que seja esse o impulso que sentem, num momento de raiva e desespero.
  • Dar um acompanhamento mais activo, paralelamente ao apoio prestado pelos técnicos.

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