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Terça-feira, 11 de Setembro de 2007
11 Razões para dizer Não às drogas "leves"
  • - Cada dia que passa a comunidade científica menos aceita a divisão entre drogas “leves” e “duras”, por reconhecer que o efeito das drogas depende muito mais da idade e das características do hospedeiro que as recebe, do que das propriedades químicas delas próprias, podendo uma droga dita “leve” como a marijuana ou o haxixe, se consumida por um indivíduo de 14 anos, com toda a imaturidade própria da idade, ser muito mais gravosa que uma droga dita “dura” como a cocaína ou a heroína, se estivermos na presença de um adulto de 50 anos com uma vida pessoal e profissional bem estruturada.

  • - Senão vejamos: o adolescente deve operar a passagem da infância à idade adulta.

    Em lugar de se confrontar com a realidade, a fim de realizar a sua maturação psicológica e a sua adaptação, ele, através do consumo do haxixe ( droga por onde normalmente se começa ), vai refugiar-se num mundo imaginário.

    Não esquecer que o desenvolvimento psicológico sofre um retrocesso desde o momento em que o indivíduo se torna um consumidor regular.

    Os riscos são múltiplos e muitas vezes isso pode impedir o jovem de desenvolver as suas capacidades e de encontrar satisfações de outro modo que não seja através de drogas, mesmo que elas tenham a “inocência” do haxixe, não conseguindo deixar de andar de outra maneira que “de cabeça cheia” de qualquer coisa, nem que seja de álcool.

  • - Isto já de si é perigoso, mas pode ser ainda mais, se fizer despertar aquilo que “dorme” dentro dele e que em muitos casos é preferível não abordar muito bruscamente neste período da vida.

    Nós temos todos em nós predisposições psicológicas pouco conhecidas e avaliamos mal os riscos.

    Por exemplo, se um adolescente tiver tendências psicóticas ou paranóicas, a tomada de drogas, mesmo que sejam “leves” como o haxixe, pode fazer sobressair esta estrutura e a sua personalidade dar assim irreversivelmente uma volta enorme do dia para a noite.*

    * ( Excerto do livro “Ser herói para a heroína” do autor)

  • - O fenómeno da “tolerância”, isto é, a necessidade de aumentar as doses para sentir os mesmos efeitos, empurra uma grande parte das vezes o consumidor de haxixe para a droga rainha – a heroína.

  • - Heroína que é ainda muitas vezes a droga recomendada pelo “dealer“ que “esgotou” o stock de haxixe, e que “simpaticamente” anuncia à sua vítima, que para não ir de mãos a abanar, como ele (a) até é boa pessoa, daquela vez até lha dá de borla...

  • - Para a generalidade das pessoas o “des” é interpretado como demissão, derrota, ou seja, convite para darem espaço às drogas nas suas vidas, para as aceitarem e se acomodarem a elas em detrimento do sentimento natural de aversão perante algo que, como se sabe, reconhecidamente modifica a disposição e os sentimentos, provoca dificuldades na atenção e na memória, aumentando as dificuldades em resolver problemas – com consequente quebra de rentabilidade escolar ou laboral – podendo afectar por último, mais tarde, a sua personalidade.

  • - Dizer que uma maior disponibilidade das drogas e a sua aceitação sócio-legal, não iria aumentar o seu uso, seria, pensamos nós, desafiar a natureza humana.

  • - Para nós, a mensagem que a descriminalização das drogas leves transporta é que se o seu uso é benevolente então é porque não faz mal!

    “Se fossem assim tão más elas não seriam descriminalizadas” seria esse, a nosso ver, o pensar de uma grande parte das pessoas!

  • - Como corolário lógico, não espanta que tenha aumentado substancialmente o número de consumidores de haxixe (segundo o relatório do I.N.A., entre 1999 e 2004 registou-se um aumento de 46% entre indivíduos em idade escolar ) dos quais, com muita probabilidade, alguns deles, como se traduz no ponto 4º, irão engrossar mais tarde o pelotão dos consumidores de cocaína e heroína, aumentando exponencialmente as listas de espera das unidades de tratamento de toxicodependentes.

  • 10ª - Com a descriminalização, em 2001, ao contrário do que muitos calcularam, não se reduziu a criminalidade directamente associada à droga.

    Pelo contrário, registou-se um aumento de 9% nos últimos anos como referiu o relatório do I.N.A.

    Porquê? Porque as pessoas continuaram a cometer crimes sobre a influência das drogas e continuaram a precisar de dinheiro para as comprar.

    E como o consumo aumentou – por uma maior aceitação sócio-legal – não deixa de ser então lógico pensar que o crime o tenha acompanhado exponencialmente.

  • 11ª - Com a aprovação da lei em Portugal que em Julho de 2001 descriminalizou o consumo, a posse e a aquisição para o consumo de todas as drogas, dever-nos-emos consciencializar que vai ser cada vez mais complicado pretender que alguém que se debata no terreno com um problema de toxicodependência procure com a brevidade desejável ajuda, por deixar de sentir suficientemente obstacularizado o seu comportamento, por ver removido por quem deveria olhar por si, o ónus da sua atitude desviante, dando-lhe a entender que até 10 doses, como estipula a lei,... tudo bem meu!
Nota do autor: Se considerarmos que, como poderia dizer La Palisse, o combate do problema da toxicodependência passa pela redução do número de toxicodependentes... , então parece-nos a nós que será dificultando a obtenção das drogas, reforçando uma correcta educação anti-droga e melhorando as condições dos actuais consumidores pela exigência de um tratamento sustentado no conhecimento e compaixão, que conseguiremos cumprir o nosso papel enquanto cidadãos.

Se considerarmos este (quanto a nós) despudorado convite para o abismo, assinado já há uns anos pelos governos do nosso país, então a fórmula de sobrevivência que propomos para fazer face ao seu depressivo cinismo, é agarrar aquilo que agora, como ontem como sempre nos pode valer, ou seja, as balizas orientadoras constituídas pelas causas, pelos valores e pelos princípios, condimentos que estimularão depois as verdadeiras e naturais ligações emocionais, virando as pessoas umas para as outras, induzindo nelas sensações satisfatórias de eficácia e diversão e um racional sentido de responsabilidade por si e pelo próximo, ajudando-as a encontrar dessa forma um sentido real para a autenticidade da sua existência.

Manuel Pinto Coelho
(Presidente da APLD)


publicado por linhatoxicodependencia às 11:02
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É vital debater a droga
A comunicação social veiculou recentemente a oposição do psiquiatra Daniel Sampaio à linha de orientação programática preconizada pela recém-constituída Associação para um Portugal Livre de Drogas (APLD).

Por outro lado também, as intenções atribuídas a um movimento liderado pelo Dr. Almeida Santos levam-nos a esclarecer o seguinte:

1º - A APLD manifesta a sua total discordância relativamente a Daniel Sampaio, quando afirma que ”a cocaína, o haxixe e o álcool são drogas que levam a uma menor degradação social e conduzem a outro tipo de problemas que a heroína, que se consome agora menos ”.

O quadro de miséria e degradação social que todos conhecemos em Portugal - um dos países com as maiores taxas de toxicodependência da Europa, é provocado pelas drogas em geral, não é provocado pela droga A, B, ou C. Não faz sentido nenhum distingui-las.

Pergunte-se aos consumidores de heroína (ou de metadona ou de buprenorfina – drogas que substituem a heroína nos seus efeitos e daí a razão da propalada ideia de quebra de consumo desta última) porque drogas se iniciaram e quais as drogas que continuam a consumir e oiçam a resposta que lhes será dada!

Mas não somos só nós que não concordamos, quer seja numa perspectiva social ou de saúde pública, que se possa, em consciência, diferenciar as drogas ilícitas umas das outras.

Na realidade, o sentimento da APLD quanto a esta matéria é partilhado pelo Director Executivo do Departamento de Drogas e Crime das Nações Unidas, António Maria Costa, que a 7 de Março de 2003 declarou peremptoriamente em Estocolmo:

“Há um contraste emergente entre, por um lado, uma consciente oposição a qualquer tentativa de subestimar a severidade do problema da droga e, por outro, o alastramento de uma cultura permissiva que realça o direito à escolha dos estilos de vida de cada um, incluindo o abuso de drogas e que proselitiza a diferenciação entre os diversos tipos de narcóticos – como se, alguns entre estes, fossem menos perigosos para a saúde que outros.”

2º- Também o recém surgido movimento de “notáveis” sugere que o uso terapêutico da cannabis começa a ser cientificamente inquestionável, propondo uma revisão da sua regulamentação.

Mais uma vez a APLD não concorda com a tese enunciada. Na realidade a razão porque a cannabis em crude continua desqualificada como remédio e a ser considerada pelas convenções internacionais como narcótico, é exactamente por continuar a não existir evidência científica que sugira que a cannabis fumada seja superior às terapias correntes para o glaucoma, para a perda de peso associada á Sida, para as náuseas e vómitos associados à quimioterapia do cancro, para a espasticidade muscular associada à esclerose múltipla ou para a dor intratável, como o atestam, entre outros, cientistas do National Institute of Health dos Estados Unidos.

A este propósito não é demais recordar que o seu princípio activo, principal responsável pelos seus efeitos, o THC, já está desde há muito tempo disponível nas farmácias e pode ser prescrito pela classe médica em vários países.

Pela mesma ordem de ideias, os doentes com dores tomariam ópio em vez de morfina, ou os doentes com infecções, bolor em vez de penicilina!

Preocupa-nos que pessoas responsáveis se atrevam a propor libertar para o mercado português uma substância que só no ano de 2003 foi responsável por 22% (mais 57% do que em 2002) das mortes em que há detecção de drogas, conforme refere o “Relatório Anual 2003 – A situação do País em Matéria de Drogas e Toxicodependências”. (Público – 30/9/2004)

Sejamos claros. O que está em questão é, como dizia o Director Executivo das Nações Unidas, em Estocolmo:

“A propósito da utilização terapêutica da cannabis, a preocupação é abrir o caminho, pela proclamação das suas virtudes médicas, para que se abra uma porta, qual cavalo de Tróia, para um mais vasto consumo recreacional.”

E mais adiante, salienta António Maria Costa, poder-se-ia dizer que em resposta à referência que aquele movimento faz ao espírito das três convenções da ONU que controlam as substâncias narcóticas incluindo a cannabis, pondo-as em causa:

”Àqueles que gostariam de dispor das convenções sobre as drogas, das Nações Unidas, eu gostaria de perguntar: se as Nações Unidas por hipótese já existissem na alvorada da era do tabaco, não teria sido prudente organizar uma convenção similar àquelas que se organizaram para os narcóticos?”

3º - Diz ainda Daniel Sampaio que a APLD “não equaciona a necessidade de rever a prevenção, ainda presa ao paradigma da heroína, já muito menos provável nos mais novos”.

Há aqui, manifestamente, um equívoco que temos gosto em esclarecer. Então não concorda que para atingir o seu objectivo, que, logicamente, é também o nosso, deveremos começar, conforme referimos nos estatutos da nossa Associação, por “promover a formação de novas opiniões e atitudes que contrariem a filosofia vigente no nosso país de que as drogas vieram para ficar e que não nos resta outra solução senão adaptarmo-nos a elas através de estratégias várias de redução dos danos que elas provocam?”

Sobre os paradigmas, sejam eles da heroína, como fala, ou doutra droga qualquer, pensamos que António Maria Costa já respondeu por nós.

4º - O referido movimento de “notáveis”, assume também que se deveria dar mais atenção à Espanha, por este país assumir uma posição de vanguarda na política da toxicodependência, com a administração medicamente controlada de heroína, a criação de salas de “chuto”, bem como a utilização terapêutica da cannabis em determinadas situações.

A APLD concorda que a Espanha, com estes procedimentos, tem na realidade uma posição de vanguarda, só que infelizmente é pelas piores razões: constitui-se como o país da União Europeia com a mais elevada incidência anual de sida entre os consumidores de droga injectável, segundo o "Relatório Anual sobre a Evolução do Fenómeno da Droga na União Europeia e na Noruega", de 3/10/2002! E Portugal vem logo a seguir!

A propósito, como se pode entender que a Península Ibérica não tenha um único representante na ECAD – Cidades Europeias Contra as Drogas, organização que conta com 264 municípios de 30 países diferentes na Europa, que apontam para uma sociedade livre de drogas, ou seja que assumem que as drogas não deverão ser aceites no seu seio?

Terá sido por se ter inspirado no exemplo da Espanha, ou de cidades que advogam a mesma política, como Amsterdão, Frankfurt, Hamburgo e Zurique (assinantes da “Resolução de Frankfurt” de 1991), que o secretário–geral das Nações Unidas, Kofi Annan declarou em Junho de 1998 que “o objectivo é eliminar ou reduzir significativamente a oferta e a procura da droga até 2008?” Não o foi seguramente.

Mas acreditamos que terá sido inspirado em países que têm como modelo uma sociedade livre de drogas, como a Suécia, o país com menor taxa de toxicodependentes da Europa, que como outros na Escandinávia, constituem felizmente referência paradigmática, que importa ter em conta, numa luta que é de todos, contra o flagelo da toxicodependência.

Associação para um Portugal Livre de Drogas

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publicado por linhatoxicodependencia às 11:01
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LSD
O que é?

LSD (dietilamida do ácido lisérgico) é a droga alucinogénica por excelência. Também conhecida por ácido, é tipicamente uma droga de laboratório.

Quem consome?

Surgiu nos anos 60 com o movimento hippie conhecido como "Flower Power" e é preferencialmente utilizada por quem fuma haxixe.

Como se apresenta?

Apresenta-se sob a forma de cápsulas, comprimidos (cristais) ou de um líquido incolor e sem cheiro, que normalmente se deposita num cubo de açúcar.

Como é consumida?

É consumida por via oral em doses na ordem da milionésima de grama.

Quanto custa?

Uma dose custa entre cinco e 20 euros.

Efeitos

Os efeitos do LSD são imprevisíveis. Normalmente as pessoas procuram ter alucinações "agradáveis".

No entanto, quando são más ou ameaçadoras podem ter como consequência autênticas reacções de terror.

Um dos grandes problemas do LSD é que é impossível prever os seus efeitos. Estes dependem de factores como a quantidade tomada, disposição de momento, expectativa e personalidade do consumidor.

Surgem normalmente cerca de 3O a 9O minutos depois do consumo. A percepção (tempo, espaço, visão, tacto som , etc) altera-se drasticamente. O consumidor sente-se como "dono do Universo".

Dependência

Embora não crie dependência física ou psicológica, a experiência psicadélica constitui para muitos o “El Dorado” espiritual a que aspiram. As “más viagens” (“bad trips”) são frequentes e podem ter resultados trágicos.

Consequências do Abuso
  • Pupilas dilatadas, aumento da temperatura corporal, da frequência cardíaca e da tensão arterial, perda de apetite, insónia, boca seca e tremores no corpo, são tudo consequências do seu uso.

  • Não há registo de mortes directamente provocadas só por LSD, embora muitas vezes as alucinações provocadas levem a actos (suicídios, violência, etc.) que podem ter como consequência a morte.

  • O seu uso pode causar lesões irreversíveis a nível do sistema nervoso central, acontecendo algumas vezes ao seu utilizador adquirir uma personalidade totalmente diferente da inicial, dando a ideia de passar a viver “fora deste mundo” com carácter de irreversibilidade.

    São frequentes os testemunhos referenciando casos em que alguém “se passou” e nunca mais voltou a ser a mesma pessoa!

  • "Flashbacks", ou seja, a percepção dos efeitos muito tempo depois de se deixar a droga, podem acontecer algumas vezes.

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publicado por linhatoxicodependencia às 10:59
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Heroína
Deriva dum tipo especial de Papoila (Papaver Somniferum), que é principalmente cultivada no Médio Oriente, Ásia e América do Sul.

Quando adquirida na rua, normalmente está misturada com várias impurezas – produtos de corte - que precipitam muitas vezes a morte (erradamente diagnosticada como “overdose”).

Quem consome?

Embora habitualmente surja no processo de escalada iniciado pelo consumo de haxixe, já se registam hoje em dia dependentes que a utilizam como sua primeira droga.

Como se apresenta?

No seu estado puro é um pó branco, mas normalmente apresenta-se em tons acastanhados devido à cafeína que habitualmente contém (“brown sugar”). Em Portugal, apresenta, em regra, um índice de pureza de apenas 7%.

Como é consumida?

Normalmente é fumada com o auxílio duma prata (habitualmente retirada de um maço de tabaco) e aquecida com a ajuda de um isqueiro, que vai “caramelizar” o pó colocado em cima, do qual se libertam “vapores” que são aspirados pela boca, com a ajuda de uma nota. (“chinesa”).

Razões de ordem económica, normalmente “empurram” o utilizador para a forma injectável (“chuto”), pois assim todo a substância é aproveitada.

Por último, pode também ser fumada, misturando-a com tabaco.

Quanto custa?

Entre 50 a 100 euros por grama, mas se for só "pó de talco" pode custar 30 euros.

Efeitos

Provoca uma euforia pacífica, ou seja, um desprendimento saboroso e irrealista da realidade. Tira a ansiedade, a tristeza e a dor, ou não tivesse ela morfina na sua composição.

É por isso considerada a droga-rainha entre as outras.

Dependência

É responsável por forte dependência física e psicológica.

A ressaca (conjunto de sinais e sintomas que se apoderam de quem interrompe abruptamente o seu consumo – câimbras musculares, vómitos, diarreia, pingo no nariz, arrepios, ansiedade extrema, tristeza e insónia) é dificilmente suportável e normalmente precipita novo consumo.

A heroína é responsável também pelo fenómeno da “tolerância” – necessidade de aumentar as doses para ir buscar os efeitos anteriores.

Consequências do abuso
  • O seu consumo é responsável pelos quadros de maior miséria afectiva e moral, obrigando o utilizador a um “autismo” que, por um lado, “o salva da chatice que é ter de crescer”, mas que o obriga, por outro, a pagar uma “factura” demasiado pesada para valer a pena, pela dedicação exclusiva ou verdadeira escravização a que obriga.

  • É a droga responsável pelo maior número de “overdoses” em Portugal, acontecendo a morte habitualmente por depressão do centro respiratório.

  • Risco de overdose. Apesar de poder acontecer com qualquer via de consumo, tem maior probabilidade de acontecer quando injectada.

  • Pelo facto de ser esta a via a maior parte das vezes escolhida, tem ocasionado um número crescente de casos de Hepatites B e C e SIDA.

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publicado por linhatoxicodependencia às 10:38
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Ecstasy
O que é?

O Ecstasy (MDMA) é uma anfetamina com propriedades alucinogénicas.

Quem consome?

É uma droga que cresceu com as "raves" (festas que muitas vezes duram 24 horas non-stop).

Habitualmente é consumida aos fins-de-semana, associada que está ao mundo do Techno e da Dance Music.

Como se apresenta?

Normalmente aparece sob a forma de comprimidos, muitas vezes com formatos típicos (corações, símbolos, etc.).

Como é consumida?

Por via oral, com a ajuda de líquidos.

Quanto custa?

Entre 10 e 25 euros por comprimido.

Efeitos

Primeiro o consumidor sente um elevado grau de “euforia excitada”, que pode ser acompanhada por náuseas. As sensações relacionadas com música e contacto físico são aumentadas. Música ouvida alto e com elevado ritmo provoca um efeito poderoso no utilizador.

Um efeito que torna o Ecstasy diferente das outras drogas, é o aparecimento de uma sensação de empatia e aceitação em relação às outras pessoas. A timidez diminui substancialmente.

Produz efeito cerca de 20 a 40 minutos depois de tomado, que se mantém por cerca de três a quatro horas.

Dependência

Embora não seja ainda bem conhecida a dependência física/psicológica que provoca, esta pode afectar seriamente o modo de vida das pessoas que o tomam.

Consequências do abuso
  • Paragem cardíaca resultante de um sobreaquecimento do corpo (normalmente porque as pessoas o tomam durante festas e "raves", em que dançam sem parar, não bebendo líquidos com regularidade para compensar a quantidade de água perdida) e também do aumento brusco de tensão arterial.
  • Afectação do sistema imunitário, que faz com que o utilizador pareça andar sempre constipado.

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publicado por linhatoxicodependencia às 10:36
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Cocaína
O que é?

A cocaína é uma substância natural originária de um arbusto – Eritroxilon-Coca -, que cresce essencialmente na América do Sul, em países como a Colômbia, Peru e Bolívia.

Quem a consome?

Como inibe a timidez - é desinibidora -, facilita as associações de ideias e exalta o espírito, é preferencialmente utilizada por adolescentes de classes sociais mais favorecidas e por "yuppies".

Como é consumida?

É um pó branco normalmente "snifado" pelo nariz com a ajuda de um papel (normalmente uma nota) enrolada em tubo. Em ordem a potenciar o seu efeito pode também ser injectada (“chuto”). O crack (cocaína cristalizada) é normalmente fumado, o que faz com que tenha um efeito mais rápido. Tem este nome porque quando se fuma ouve-se um "crack".

Quanto custa?

40 a 125 euros a grama.

Efeitos

A sensação de bem estar e excitação sentidas pelo consumidor de cocaína estão relacionadas com a libertação no cérebro de grandes quantidades de uma substância chamada dopamina. Tal vai provocar um sentimento de sociabilidade aumentada, com elevada exaltação intelectual, o que faz com que se torne excepcionalmente falador e alegre, em simultâneo com uma redução notável do apetite e do sono.

Em algumas pessoas, com predisposições psicológicas especiais, ela é responsável por crises de ansiedade e mesmo de pânico.

A "ressaca" é sempre só psicológica e está relacionada com sentimentos de tristeza e de depressão insustentáveis. Doses elevadas podem provocar a morte por paragem cardíaca.

O seu efeito surge habitualmente logo após o consumo e pode durar cerca de duas horas. É considerada a droga mais “gulosa” que existe, levando a que o utilizador a consuma até ao último cêntimo, sem intervalos.

Dependência

A Dependência Psicológica da Cocaína é conhecida por ser a maior entre todas as drogas. Em contrapartida, a dependência física é quase nula.

Consequências do Abuso de Cocaína
  • Morte por “overdose”, que resulta de paragem cardíaca e/ou respiratória.
  • O “snifar” regularmente causa muita vezes epistaxis (hemorragias pelo nariz).
  • Muitos que a injectam, são responsáveis pela propagação de doenças infecto-contagiosas, como a Hepatite B e C e SIDA.
  • Quando o consumo se torna mais regular e intenso, pode provocar alterações graves de personalidade, que se podem prolongar por uma vida.

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publicado por linhatoxicodependencia às 10:34
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Erva - Marijuana - Haxixe
A Cannabis é obtida da planta Cannabis Sativa, que cresce em muitos lugares do mundo. O seu principal ingrediente é o THC.

Quem a consome?

A Cannabis é a droga mais consumida em Portugal, a maior parte das vezes por jovens na adolescência.

Como se apresenta?

Apresenta-se de várias formas: a chamada erva ou marijuana, haxixe ou hash ou ainda na forma líquida, tirada da flor (óleo de haxixe).

Como é consumida?

Normalmente é fumada misturando-a com tabaco enrolado em papel de cigarro ou mortalhas ("charro") ou em cachimbo. Pode ainda ser misturada na comida (os clássicos bolos das “Coffee Shops” holandesas). É predominantemente consumida em grupo.

Quanto custa?

2,5 a 10 euros a grama.

Efeitos

Os mais pretendidos são exaltação intelectual desprendida da realidade e estimulação sensorial. Por isso é muita usada em concertos.

Alguns efeitos físicos são: aumento rápido da frequência cardíaca, olhos encarnados e empapuçados, língua e garganta secas.

Provoca ainda uma notória redução da memória e da capacidade de concentração, sendo estes efeitos a maioria das vezes responsáveis pelo seu abandono da parte dos jovens.

Gradualmente, vai exigindo maiores quantidades para produzir os mesmos efeitos. Muitas vezes constitui o primeiro degrau da escalada para as drogas “duras” (cocaína, heroína, etc.).

Os efeitos duram cerca de 2 a 6 horas, dependendo das características da pessoa e da quantidade tomada.


publicado por linhatoxicodependencia às 10:33
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Ajuda
O grande problema é que não existe maneira de saber antecipadamente se vamos ou não ficar dependentes.

Como ajudar um amigo
  • Se vires que algum amigo teu precisa de ajuda, não o forces a nada, mas encoraja-o de uma forma acertada.

  • Fala só com o teu amigo quando ele estiver “bem”.

  • Não o acuses nunca de ser um viciado. Exprime antes a tua preocupação.

  • Tenta não o culpares do problema pois se o fizeres ele poderá fugir de ti.

  • Dá-lhe o teu “calor” e diz-lhe que sofres quando o vez sob o efeito de drogas.

  • Prepara-te para não seres ouvido à primeira. É normal que ele não reaja logo bem.
O resto não depende de ti, lembra-te que a decisão é sempre dele.

Se ele não tiver reagido logo bem à tua ajuda, não fiques chateado, talvez não tenha sido a altura certa. Se ele a aceitar, óptimo!

Se acontecer o pior e encontrares alguém inconsciente ou a passar um mau bocado:
  • Primeiro tenta que receba ar, colocando-lhe o queixo bem para cima e abrindo-lhe bem a boca.

  • Coloca-o de lado (pois pode-se asfixiar no seu próprio vómito).

  • Não o deixes sozinho. Pede a alguém para ligar para o 112 e chamar uma ambulância.

  • Agarra em todos os "instrumentos" que ele usou para tomar a droga e dá-os ao enfermeiro da ambulância.

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publicado por linhatoxicodependencia às 10:31
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O vício
Todas as drogas podem ser viciantes de uma maneira ou de outra e qualquer pessoa pode ficar dependente.

Um viciado é alguém que as toma de uma forma impulsiva e compulsiva, perdendo portanto o controlo sobre si mesmo.

Há dois tipos de dependência. A física e a psicológica.

Dependência física

É o conjunto de sinais – suores, arrepios, pingo no nariz, dores musculares, enjoos, vómitos e grande mal estar – que acontecem quando se pára bruscamente de tomar algumas delas e que só desaparecem quando se tomam outra vez.

Dependência psicológica

Algumas drogas não provocam dependência física - como a cannabis (marijuana ou haxixe), LSD ou Ecstasy - mas quase todas, incluindo estas, podem provocar alguma dependência psicológica.

Quando uma pessoa fica dependente, a mente regista na sua memória as sensações que ela provocou e pode querer ir lá buscar a informação!

Um exemplo de dependência psicológica, é uma pessoa sentir que não consegue ir a uma discoteca ou estar com alguém por si, sem tomar “alguma coisa”.


publicado por linhatoxicodependencia às 10:29
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Sobre o consumo de drogas
Esta secção pretende dar-te alguma informação mais profunda sobre a droga. Nós temos vários tipos de relações com drogas. Alguns de nós experimentaram algumas. Outros, só drogas leves... mas atenção:

Aconselhamos vivamente o não consumo de drogas.

O que pretendemos é dar um maior conhecimento sobre as principais drogas. Descrevê-las, dizer como se consomem, de onde vêm e avisar as pessoas das consequências físicas e psicológicas que o seu consumo implica ou pode implicar.

Não te queremos "obrigar" a fazer isto ou aquilo, essa decisão é só tua, no entanto queremos dar-te alguma informação e ajudar-te a pensar com outro conhecimento sobre estas questões. A ideia é fornecer-te mais elementos para tomares as tuas decisões.

Aqui vão algumas máximas sobre consumo de drogas
  • Drogas custam dinheiro!

    O dinheiro não é mais importante do que arriscarmos as nossas vidas, saúde e liberdade. No entanto, a maioria das drogas são caras e por isso implica que desistamos de outros prazeres da vida. Pode querer dizer que já não podemos comprar o último disco dos Massive Attack ou aquela T'shirt que vimos numa loja, etc...

  • Afectam o relacionamento familiar

    A família sofre sempre com o facto de alguém estar envolvido com drogas. Há sempre uma dose adicional de preocupação e tristeza por se ver alguém próximo a destruir-se.

  • Afectam-nos pessoalmente

    Normalmente a dependência da droga leva-nos a dizer mentiras aos nossos pais e amigos para conseguirmos manter secretamente o seu uso. Podemos ter que roubar dinheiro para as comprar, o que não pode deixar de nos afectar.

  • Acabamos sozinhos

    É um facto que a maioria das pessoas não se droga e prefere não se dar com pessoas que se drogam.


publicado por linhatoxicodependencia às 10:27
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Dr. Manuel Pinto Coelho
Licenciado em Medicina e Cirurgia pela Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa e Director Clínico do Serviço Médico Permanente S.A. desde 2003. Desempenhou funções em diversos organismos privados ligados à problemática da droga e é presidente da Associação Para Um Portugal Livre De Drogas (APLD) desde a sua fundação em Julho de 2004. É autor de vários livros dedicados à temática da Toxicodependência.

Serviço Médico Permanente
Rua Manuel Ferreira de Andrade, 10 D
1500-417 Lisboa
Tel. 210056700
Fax 210056790

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